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segunda-feira, 21 de julho de 2014

cinco filmes com a Greta Gerwig

Já faz algum tempo que eu queria escrever especificamente sobre os filmes da Greta, não porque suas personagens pareçam uma variação da mesma pessoa, também por isso, claro, mas especialmente porque não tem como não amar esse ser tosco e adorável que ela sempre leva para as nossas telas. Não escrevia nunca porque faltava assistir alguns filmes difíceis de encontrar na uéb devido ao seu extremo ~independitismo~ plus total ausência de qualquer tipo de distribuição, e aí no dia que eu bati o pé para ver Baghead achei que era hora de parar de me torturar e só voltar a assistir coisas pós-Frances Ha.

Oi

Greenberg
Foi o primeiro filme com a Greta que vi, já deve fazer uns bons quatro anos e eu nem sabia que ela era ela, só fui descobrir depois de assistir sua obra máxima de amor eterno.  Aqui Greta é Florence, uma aspirante a cantora que acaba conhecendo e se envolvendo com o irmão de seu chefe. O Ben Stiller, no caso. Florence tem 20 e tantos anos e é meio assim daquele jeito que a gente já conhece de outrora.

Frances Ha
Esta sim, a obra máxima de amor eterno em p&b. Fui ao cinema mais ou menos achando que sabia o que encontraria, mas foi infinitamente melhor e não importa quantos filmes com a moça eu vasculhe para assistir, até o momento Frances Ha tem superado todos com folga. Pode ter a ver com aquele primeiro impacto de que a nossa vida não é tão bizarra quanto o roteiro de Girls, mas que ela pode chegar perto deste.

Lola Versus
Aqui parece que temos uma prévia real do que viria em seguida em Frances Ha, até a melhor amiga tem certas semelhanças. Mas enfim, agora Greta é Lola, tem 29 anos e acaba de ser dumped pelo noivo dias antes do casamento. Numa tentativa de superar o fato de que vai mesmo adentrar os 30 solteira, ela acaba ficando aos cuidados de seu amigo fofíssimo Hamish Linklater e saindo com uns tipos bem estranhos.

Hannah Take the Stairs
Primeiro filme da Greta, quase um home made. Aqui ela é Hannah – e fica difícil não lembrar de outra Hannah -, uma moça meio perdida na vida que acabou de terminar a faculdade e encontra um emprego em uma produtora. Ela namora o Mike, que por sua vez é o igualmente ótimo Mark Duplass, mas acaba tendo um affair com seus dois estranhos colegas de trabalho.

Damsels in Distress
Esse é o que a personagem de Greta mais destoa em relação aos supracitados e não sei se é exatamente por isso, mas é o que menos gosto (entre esses da lista, lembrando que o Baghead beira o inassistível ). Ela vive a correta Violet, estudante de uma universidade tradicional americana, que anda pra lá e prá usando chapéus e vestidinhos que parecem saídos do guarda-roupa da Lemon de Hart of Dixie, ao lado de duas amigas. Juntas elas fazem parte de um grupo que ajuda alunos em depressão a não cometerem suicídio. Melhora quando surge o Adam Brody.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

cinco road movies

Eu sei que o que mais existe na vasta gama cinematográfica mundial são road movies, mas resolvi listar cinco não tão conhecidos assim e que trazem uns destinos um pouco diferentes. Com exceção do primeiro, todos os outros eu assisti há muito, muito tempo, tipo cinco anos atrás, então a memória é meio falha, perdoa eu. Só lembro mesmo é que gostei.

Além da Estrada
Quando eu assisti esse filme fiquei com uma certa fixação pelo Uruguai que só foi embora quando Buenos Aires entrou na minha vida. Pois bem. Um rapaz argentino viaja para o paisito atrás de um terreno que herdou dos pais, e antes de embarcar de vez na aventura pelas estradas uruguaias, ele conhece a belga Juliette na beira do mar del Plata. Como a moça arrastava uma mala pela calçada, ele decide oferecer uma caroninha, que acaba se estendendo e se transforma em uma viagem muy loca pelos pampas.

The Go-Getter
Para encontrar o irmão que não vê há anos e contar sobre a morte da mãe, Mercer White resolve que roubar um carro para cair na estrada parece ser uma boa ideia. Após feita a façanha, um pequeno detalhe inesperado faz com que a aventura comece a sair um pouco do planejado. Um celular esquecido lá dentro coloca o rapaz em contato direto com a dona do automóvel, que por acaso é a Zooey Deschanel no papel de Kate. Em meio a um monte de desvios de rota, a viagem segue e as conversas dos dois também.

Sex Drive (Rumo ao Sexo)
A intenção de finalmente perder a virgindade com uma moça que conheceu pela internet leva Ian Lafferty e seus dois amigos, Lance e Felícia, para uma viagem de Chicago a Knoxville. O trio pega a estrada com o carro que Ian roubou de seu irmão, e este, por sua vez, quando descobre o ocorrido, vai atrás do que lhe pertence. Mas é quando o carro morre no meio da estrada que uma tentativa de consertá-lo acaba interrompendo o trajeto e levando a turminha para uma festa estranha com gente esquisita.

Driving Lessons (Lições de Vida)
Aqui o Ronnie, do Harry Potter, finalmente se livra das garras da mãe maluca quando vai trabalhar para Evie, uma atriz veterana, já idosa e meio cheia de si. Os dois acabam ficando muito próximos, até que ela propõe ao rapaz uma aventura que inclui uma passadinha em Edimburgo, onde pretende participar de um recital de poesia. Convencido, Ronnie, que na verdade é Ben, embarca com Evie e tem que aguentar suas excentricidades em tempo integral.

Everything is Illuminated (Uma vida Iluminada)
Um rapazinho judeu, que por acaso é Elijah Wood no papel de Jonathan, viaja para a Ucrânia atrás da senhora que salvou seu avô na Segunda Guerra Mundial. Durante a road trip ele conta com a companhia de Alex Perchov, que é ninguém menos que Eugene Hutz, do avô mal-humorado dele e do cão Sammy Davis Jr. Jr. Ao longo da viagem, a peculiar equipe acaba descobrindo acontecimentos bem estranhos da época da ocupação nazista.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

cinco filmes uruguaios

Sim, ele existe. Apesar de não ter tanta fama fora de suas fronteiras, o cinema uruguaio até conseguiu fazer algumas produções interessantes nos últimos anos, que só chegaram ao Brasil em cinemas de arte, cineclubes, esses lugares fabulosos frequentados por nove pessoas no total. Pois bem, já adianto que nenhum dos filmes abaixo eu recomendaria a troco de nada, mas dos uruguaios que assisti, foram os que mais me agradaram.
Queria poder incluir Além da Estrada, pero no és genuinamente uruguaio, e queria ter esperado até encontrar El Cuarto de Léo e Rincón de Darwin, mas provavelmente quando esse dia chegar – levando em consideração o tempo que já esperei – o blog não exista mais, a internet não exista mais e eu não exista mais, então vamos logo com isso.

Whisky
Desde que Jacobo perdeu a mãe, sua vida gira em torno da pequena fábrica de meias que administra em Montevidéu. Aos 60 anos, ele vive sozinho e seu maior contato com outra pessoa resume-se em uma relação de poucas palavras com uma funcionária da empresa, a Marta. Quando ele recebe a notícia de que seu irmão Hernan virá do Brasil para a cerimônia de um ano de falecimento da mãe, depois de duas décadas sem pisar no Uruguai, Jacobo bola um plano para parecer ter uma vida melhor do que a que vem levando. Ele chama Marta e faz um acordo: durante toda a estadia de Hernan na cidade, ela teria que fingir que é sua esposa.

O Banheiro do Papa
Quando os moradores de Melo, cidadezinha na fronteira do Uruguai com o Brasil, ficam sabendo que o Papa fará um discurso por lá, inicia-se o alvoroço. A região pobre, ocupada basicamente por barracos de madeira às margens de ruazinhas de terra, começa então a se preparar para a chegada do Pontífice. Na tentativa de faturar uma grana com o movimento que o evento atrairia, Beto, um contrabandista que vive com a mulher e filha numa casinha caindo aos pedaços, resolve construir um banheiro e cobrar pelo seu uso. Diferente dos vizinhos, que venderiam comida e lembrancinhas religiosas,  sua ideia soava genial, afinal, vontade de ir ao banheiro em algum momento todo mundo tem.


Gigante
Jara é segurança noturno de um grande um supermercado e seu trabalho consiste basicamente em passar horas numa salinha observando as imagens das câmeras instaladas em diversos pontos do prédio. Uma noite dessas, no meio de sua tediosa rotina, ele descobre Julia, uma faxineira que trabalha no mesmo turno para deixar tudo em ordem antes de o mercado abrir. Totalmente introvertido e incapaz de se relacionar com qualquer pessoa, Java cria uma obsessão por Julia. Além acompanhar a moça a noite inteira pelas câmeras, ele passa também segui-la durante sua folga.

Mau Dia Para Pescar
O picareta Príncipe Orsini leva a vida viajando por varias cidadezinhas da América Latina ao lado de um lutador alemão decadente, que outrora chegou a ser campeão. Basicamente o que ele faz é promover lutas combinadas: quem resistir ao alemão, ganha um prêmio de mil dólares, que obviamente não existe. Só que ao chegar a um povoado chamado Santa Maria, a dupla é surpreendida com a grande repercussão do evento, que recebe até patrocínio do jornal local. Quando um morador aparece disposto a lutar e vencer, acabando com a certeza de a aposta estar ganha, a situação se complica para Orsini.

25 Whatts
O trio de amigos adolescentes Leche, Seba e Javi tenta sobreviver ao tédio de um domingo em Montevidéu. Tudo se passa em 24 horas e o marasmo da vida dos rapazes acaba contagiando também quem assiste ao filme. Javi precisa dirigir um carro com alto-falante de publicidade, Leche precisa terminar seu exame de italiano, mas está com dificuldade de concentração devido a sua paixão pela professora, e Seba tenta alugar um filme pornô.

domingo, 8 de setembro de 2013

mr. Doherty actor

Quando ninguém mais esperava nada de Pete Doherty, quando ninguém jamais imaginou que ele pudesse levantar do sofá, lavar o cabelo seboso, escovar os dentes e tentar parecer gente, ele vai lá e protagoniza um filme. Um filme ruim, é verdade, mas ainda assim um filme.
Não consegui encontrar muita coisa que se salvasse em Confissões de um Jovem Apaixonado além da onipresença de Doherty, que para quem aparentava estar no fim da vida está muito bem no papel do rapaz apaixonado por uma mulher mais velha. Ah, sim, Charlotte Gainsbourg também conta como ponto positivo.  
O figurino de 1830 lembra o que ele veste normalmente, quando ele caminha a esmo pela neve parece que vai começar um clipe novo do Babyshambles e em sua fala tem tantas vezes a palavra ‘libertino’ que a gente passa a ter certeza de que aquilo tudo é uma grande piada.
 Recomendado somente para aqueles cuja curiosidade vai além do bom senso.

domingo, 4 de agosto de 2013

cinco filmes com professores e suas peculiaridades

Pelo único motivo de que quatro deles eu assisti em um período de dois meses e gostei de todos.

Dans La Maison (Dentro de casa) 
Não sei quem é o pior em Dans La Maison: Claude, que entra na casa de seu colega e escreve textos sobre a intimidade da família do rapaz, ou Germain, o professor de francês que acha os textos o máximo e o estimula a escrever cada vez mais. Quanto mais o rapaz se envolve, mais o professor – e sua esposa, que ouve as histórias em casa – o incentiva a adotar abordagens diferentes para conseguir relatos sobre cada um dos membros da família do jovem, até que... bem, a coisa começa a ficar estranha e fora do controle. 

Monsieur Lazhar (O que traz boas novas) 
Bachir Lazhar tem um pequeno desafio na escola onde começa a trabalhar: substituir uma professora que cometeu suicídio dentro da sala de aula. Tarefa nada fácil, especialmente porque sua vida pessoal também não anda lá muito organizada. Ele é um imigrante argelino em busca de refúgio político em Montreal, no Canadá. Apesar da dificuldade em lidar com crianças traumatizadas com a morte de alguém tão próximo, Bachir faz um bom trabalho com os pequenos enquanto tenta esconder sua rotina fora dos portões da escola. 

Detachment (O Substituto) 
Aqui temos o professor substituto Henry Barthes, personagem sensacional vivido pelo igualmente sensacional Adrien Brody. Trata-se de um professor com uma imensa capacidade de se conectar com os alunos, mas com um desejo completamente oposto. Sua vontade agora é envolver-se o menos possível. E é por isso que escolheu ser substituto: passa algumas semanas em uma escola e vai embora sem criar qualquer laço. Só que as coisas mudam quando começa a trabalhar em um colégio público cheio de jovens problemáticos. 

A Caça (Jagten) 
Ai ai, Mads Hannibal Mikkelsen nos mata de dó – e também de raiva, devido a sua inoperância – na pele de Lucas, professor do jardim de infância adorado pelos pequerruchos que toma conta todas as manhãs. Um dia a pequena Klara, filha de seu melhor amigo, inventa para a diretora uma história terrível sobre Lucas após ele rejeitar sua paixão infantil. A vida do pobre vira um inferno na pequena cidade onde vive na Dinamarca, afinal, todos dizem, criança não mente. 

Um homem sério (A serious man) 
 Pobre Larry. Aqui temos alguém para nos mostrar que a vida pode ser pior. Não bastasse passar os dias na sala de aula da Universidade de Midwestern ensinando física, o judeu Larry é largado por sua esposa após anos de casamento. E o pior: o novo amor dela é seu colega. Além de tudo, ele precisa conviver com o irmão morando em seu sofá há semanas, o filho rebelde, a filha mimada e insuportável e a possibilidade de ser demitido a qualquer momento. Ele só queria saber o que fez pra merecer isso tudo.

terça-feira, 11 de junho de 2013

cinco filmes com jornalistas excêntricos

Nada de clássicos como Cidadão Kane, A Sangue Frio ou A Montanha dos Sete Abutres. Os filmes selecionados na despretensiosa compilação abaixo, além de serem completamente inúteis para a formação de um jornalista, são todos baseados em livros e/ou histórias reais, mas vamos nos apegar ao que interessa.

Medo e Delírio em Las Vegas (Fear and Loathing in Las Vegas)
Em meu segundo filme favorito no mundo inteiro, atrás de Quase Famosos (que não figura nesta lista), temos Hunter Thompson sendo magnificamente interpretado por Johnny Depp em uma viagem que o famigerado jornalista fez ao lado de seu advogado para cobrir uma competição de motos. Com um conversível vermelho recheado de todos os tipos de drogas que se possa imaginar, a duplinha parte para Vegas nos brindando com as cenas e diálogos mais bizarros que nossos olhos e ouvidos já vivenciaram. No fim, após algumas alucinações de ácido e alegóricas fugas da polícia, a única coisa que não temos é: uma competição de motos e sua consequente cobertura.

A Fogueira das Vaidades (The Bonfire of the Vanities)
Aqui temos Bruce Willis sem rugas interpretando o jornalista Peter Fallow, que ganha de bandeja uma história que inicialmente soava apenas mais uma besteira para descolar uns trocados. Fallow, que era um fracassado – como muitos de nós –, foi incumbido de produzir uma matéria sobre um negro atropelado por um ricaço no Bronx. Se mais tarde não viesse à tona que no carro que atingiu o rapaz estava um grande corretor de Wall Street com sua amante, continuaria sendo um fracassado. Mas a história lhe rendeu um livro, fama, dinheiro, bebidas & mulheres, e bem... ele aproveitou tudo muito bem, como todos faríamos.

The Paperboy (Obsessão)
Aqui estamos em 1960 e Matthew McConaughey vive Ward Jansen, um jornalista do Miami Times que volta à sua cidade natal para cobrir o caso de um assassino que está no corredor da morte. Ele tem a ajuda Jack, seu irmão mais novo que largou a faculdade para virar jornaleiro, afinal... bom, deixa pra lá, só que ambos são filhos do editor de um importante jornal da cidade. Para realizar o trabalho, a dupla conta com a participação de uma mulher que é peça importantíssima na história que eles querem produzir: ela não apenas se relacionava com o criminoso antes de ele ser preso como se correspondia com ele na cadeia. Só que, pra estragar tudo, o pirralho Jack acaba se envolvendo com a moça, bem mais velha que ele.

The Hunting Party (A Caçada)
Veja só, aqui não só temos um jornalista como também outro famigerado personagem da vida jornalística: um estagiário. Tá, não é bem isso, mas é mais ou menos o papel do bonitinho do Jesse Eisenberg no filme. Richard Gere é Simon, um jornalista de guerra que depois de cobrir grandes acontecimentos, deu uma despirocada ao vivo, foi despedido e sumiu do mapa. Anos depois, o cinegrafista que o acompanhava em suas aventuras tornou-se chefe da equipe da emissora e reencontra Simon. Juntos, eles encaram uma nova missão: capturar um criminoso de guerra local. Claro que Simon não está nem um pouco preocupado com ordens da ONU e a turminha – agora com o supracitado novato tentando reconhecimento profissional metido no meio - é confundida com agentes da CIA, para tornar tudo, digamos, mais interessante.

How to Lose Friends and Alienate People (Um Louco Apaixonado)
Faz muito tempo que assisti a esse, mas a lembrança de Sidney Young sendo louco nunca me saiu da cabeça. Young é um jornalista britânico fracassado (opa!) e desiludido que vê sua vida profissional mudar radicalmente após soltar um porco acidentalmente em uma importante festa. Ele, que trabalhava em uma revista de esquerda que tinha o costume de ironizar personalidades, acaba convidado para trabalhar em Nova York, na revista Sharp. Lá, Sidney adentra ao mundo das celebridades, conhece sua musa antes vista apenas pela televisão, se apaixona por uma colega de trabalho e faz uma série de bobagens inacreditáveis.

domingo, 28 de abril de 2013

cinco filmes sobre voltar para a cidade natal

Isso que vem abaixo só pode ser resquício de alguma inspiração saída da viagem que fiz para Santa Rosa há exatamente um mês. Afinal, voltar pra casa é sempre igual pra todo mundo, mesmo que você pese oito quilos a mais ou que seu nariz esteja mais fino e harmônico.

Elizabethtown
Um clássico. Não é apenas sobre voltar para casa. É sobre fazer a maior cagada da vida e ainda ter que voltar para sua cidadezinha natal para enterrar o pai quando quem estava planejando morrer era o próprio. O próprio aqui seria o Orlando Bloom. Como tudo na vida, inicialmente ninguém encontra saída para escapar da tragédia. Ou melhor, encontra: um tiro na cabeça ou várias doses de algo letal. Mas depois algumas coisas esquisitas acontecem e você pensa melhor. No caso de Elizabethtown, acontece uma aeromoça loira e safadinha na vida de nosso protagonista e faz com que tudo pareça um pouco menos dramático.

Garden State
Aqui também é a morte que leva o personagem principal, no caso Zack Braff, de volta para sua terra. Foram nove anos sem pisar naquele lugar, mas sua mãe morreu e não restou outra alternativa. É engraçado ver no que seus amigos de infância se tornaram, porém um tanto melancólico encontrar seu velho pai, um psiquiatra que receita todos os remédios que sustentam seu vício. Tudo vai bem mais ou menos até ele conhecer Sam. Ai ai, o que não faz uma mulher (Natalie Portman) na vida de um homem.

Beautiful Girls
Ora vejam só, aqui também temos Natalie Portman trazendo alegria à vida de um rapaz que foi visitar sua família na cidade onde nasceu. Mas como ela só tinha 13 anos, a coisa não passou de um flertezinho entre vizinhos. Trata-se de um pianista em uma espécie de crise existencial: sua profissão vai mal e seu namoro não está muito diferente. Os velhos amigos ele logo descobre que também não vivem lá muito satisfeitos. Entre um porre e outro em algum barzinho entupido de bêbados encrenqueiros, suas vidas complicadas se mostram ainda piores.

Young Adult
A bela Charlize Theron só voltou para sua cidade porque é uma son of a bitch. Ela vive há anos em Minneapolis, onde é uma escritora de livros juvenis, mas acha que a vida está meio blergh com a pressão para terminar a última edição de uma série. E aí ela decide voltar para sua cidadezinha, onde era super popular durante o high school, para reconquistar seu namorado da época. E ela acha que tudo bem se ele está casado e tem uma filhinha recém-nascida. Who cares? Mas a moça não tá mais com essa bola toda, e aí a gente já imagina o que rola. 

Tamara Drewe
Este sempre será um péssimo nome de filme, eu sei. Mas no fim das contas Tamara é uma simpática jornalista que volta à sua cidade para tentar vender a casa que herdou após a morte da mãe. Ao contrário da moça do filme acima, ela era uma adorável feiosa quando mais nova, mas para surpresa de seus antigos amigos & vizinhos, não é que ela voltou com um belo upgrade? Revirando o passado ela encontra um ex-namorado e as lembranças a deixam um pouco receosa de vender a casa e cortar o último laço que tem com o lugar.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

semiótica do terror

Uma das partes do meu trabalho - a boa, no caso - consiste em acompanhar colegas jornalistas nas cabines de imprensa do cinema. É em dia de semana e é na parte da manhã, mas ainda assim tem seu lado prazeroso, preciso reconhecer. Nessas cabines até agora só assisti a filmes que eu não assistiria por conta própria, muitos deles apenas pela mais pura preguiça. 
Daí que essa semana teve exibição de "Mama". Pouco afeita a filmes de terror que sou, teria passado em branco em minha vida, obviamente. 
Esse aí não é de todo ruim, mas deixou claro pra mim o porquê de eu assistir a tão poucos filmes do gênero. Primeiro porque eu realmente me assusto - com direito a contrações musculares & taquicardia - ao olhar para qualquer porcaria estranha que promova grunhidos, e depois porque uma hora a fantasia extrapola e começa a ficar ridículo. 
Quando se trata de uma pessoa que mata pessoas de forma pouco convencional, mesmo com problemas psíquicos não muito explicáveis, a gente deixa pra lá. Agora, esse negócio de força maligna com cabelos, olhos & boca, que mora na parede e surge em forma de meleca preta, já acho demais para o meu gosto cinematográfico.
Em defesa do filme, entretanto, gostaria de registrar que a Jessica Chastain, a fotografia e a trilha estava todas ótimas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Hunter S. Thompson chora

Assisti o Diário de um Jornalista Bêbado com relativo atraso porque queria ler o livro antes e ainda não o tinha em mãos. Depois de quase duas horas de um sofrimento de nível moderado achei que o filme valeu muito a pena por uma única razão: não fosse ele, eu teria postergado ainda mais a incrível leitura a que o filme foi vagamente baseado. Contém spoilers.
O que Bruce Robinson fez com a história de Hunter Thompson deveria configurar delito grave. Como raios alguém que tenha lido Rum pode achar que tudo bem fundir Hal Sanderson e Fritz Yeamon em um mesmo personagem? Já disse Upiara enquanto assistíamos chocados ao momento em que Sanderson nos era apresentado como namorado de Chanoult: sem Yeamon não tem história. Eu fiquei impaciente esperando pela cena do carnaval, e quando ela chegou, é claro que sem o Yeamon no meio daquilo tudo não tinha como funcionar bem.
E nem se trata apenas disso, mas o diretor pegou a proposta do livro, amassou e jogou no lixo. Transformou Paul Kemp em um bobalhão apaixonado, um cara preocupado com o destino do jornal decadente onde trabalhava em Porto Rico, por alguma razão achou que rinhas de galo fariam sentido e criou uma coisa completamente alheia a história original.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

então é isso, Woody Allen?


O que mais me marcou durante aquela sessão de domingo à noite foram as duas vezes em que cochilei por aproximadamente 30 segundos cada. Não que seja estranho eu dormir no meio de filmes, menos ainda em um do Woody Allen, mas é que isso só acontecia quando eu assistia confortavelmente deitada em uma cama, vestindo meu pijama macio após um dia cansativo. No cinema foi a primeira vez. Quem provocou isso foi o Para Roma com Amor.
Veja bem, eu adoro o Woody Allen, assisti a quase todos os seus filmes e, a não ser que alguma tragédia aconteça nos próximos meses, não morrerei sem terminar de ver toda sua filmografia. Mas também nem é preciso isso tudo para alguém ter condições de dizer que ele é extremamente irritante quando quer e que por isso já me fez dormir em algumas de suas produções (ainda que eu tenha acordado e terminado de assistir todas elas). É normal a gente amar os chatos, irritantes que nos fazem dormir às vezes, então não é um problema.
Particularmente, sempre nutri grande simpatia por seus filmes mais recentes, acho Vicky Cristina Barcelona maravilhoso, Whatever Works é uma graça, Você vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos pode até não ser tudo aquilo, mas o velhinho me fez sair do cinema muito satisfeita com Meia Noite em Paris. Daí agora Woody me faz o que? Dormir. No cinema.  
~ Spoilers abaixo até o fim do post.
Para começar, como foi que, olhando para Ellen Page, o velhinho achou que ela era linda, maravilhosa e que exalava sexualidade? E depois, sei que a ideia era mostrar Roma para o mundo, mas me diga, o objetivo era apenas esse, senhor Woody Allen? Porque se fosse só isso, o filme poderia ser simplesmente aquele seu personagem de sempre andando pelas ruelas, pelo Coliseu, enquanto conversa diretamente conosco ali sentados.
Mas o que Woody Allen nos traz? Quatro histórias diferentes, pouco desenvolvidas, com elementos de produções já feitas por ele, cuja única ligação é que todas se passam em Roma. Fim. O resultado foi um cochilo na fileira I (o meu cochilo), algum provável cochilo em outra fileira, algumas pessoas rindo de alguma cena desconexa e engraçadinha, algumas pessoas deixando a sala lá pela metade do filme e um grito de "abacaxi!" proferido por um rapaz indignado que também se retirava do recinto. 
Para não dizer que achei um completo desastre, Roma é linda, a fotografia do filme é linda, Jesse Eisenberg é lindo e pensar na possibilidade de seu personagem ser o de Alec Baldwin quando jovem pode ser interessante, a trilha é uma gracinha e Woody sendo seu habitué conseguiu não ficar tão irritante assim.

domingo, 3 de julho de 2011

deus tá vendo

Foi o primeiro sábado de nossas vidas juntas que trocamos a noite pelos cobertores. Teve 9 Songs e uma garrafa de vinho canônico. Deus viu tudo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

blue valentine: vi, não chorei e faço spoiler



Minha primeira reação quando o filme terminou foi vociferar que nunca mais acreditaria em comentários que lia pela internê a respeito de filmes. A partir de então decidi limitar-me às velhas e nem sempre boas sinopses. O conselho era não assistir Blue Valentine no dia dos namorados e estar preparado para o choque caso estiver em um relacionamento sério. Ah, e estar provido de lenços, muitos lenços.
A primeira regra eu já me prontifiquei a burlar, mas fiquei esperando impaciente a hora de prorromper em lágrimas aninhada nos braços do meu namorado, até que... o cast começou a subir na tela. E aí fiquei me perguntando o que exatamente chocou tanto as pessoas que assistiram. Seria a revelação de que, oh! relacionamentos podem ficar desgastados e cansar depois de algum tempo? Que casais brigam, se desentendem e as coisas ficam diferentes de como eram no começo? E que então, de repente - atenção: as palavras a seguir são fortes -, eles decidem se separar?
Sério mesmo que isso é tão improvável, absurdo, cruel, chocante ou assustador? É só um filme mais parecido com a vida real do que se supunha o nome dado a ele no Brasil.

sábado, 28 de maio de 2011

hold me closer, tiny dancer

Uma das minhas cenas favoritas do meu filme favorito:

domingo, 9 de janeiro de 2011

Cult & antigos

João. João. Meu amigo João é demais. Ele mora em Fortaleza e a gente se falava muito, pra caralho, durante vários meses do ano passado e eu xingava ele porque ele era um vagabundo que só queria saber de encher a cara e sair de segunda a segunda. Não lia livros, quando lia era Marley e Eu, ou alguma coisa parecida, e também quase não assistia filmes. Mandei ele assistir Alta Fidelidade (sim, porque se mandasse ler o livro, eu poderia esperar sentada. Deitada. Dentro de um caixão. Sendo devorada por necrófagos). Daí o João baixou Alta Fidelidade. E sabe o que aconteceu? Ele dormiu assistindo. Dormiu. E não continuou depois. Até hoje sou frustrada e ele jamais será perdoado por isso. Ele nem faz muita questão anyway.
MAS DAÍ esses dias o João tava meio feliz da vida porque começou a namorar e eu fui dar os parabéns depois de anos luz sem trocar palavras com o cearensezinho cacheado e ele disse que lembrou de mim dia desses quando encontrou um certo blog. O blog se chama Cinema Cultura - Download de filmes cult & antigos. Primeiro tenho que dizer que, hm, o rapaz tem boas lembranças de mim. E depois, puta que pariu, o blog é muito do caralho porque eu ainda tenho pouco mais de um mês de férias e tava meio perdida nessa história de assistir filmes. Tá que o Pirate Bay quebra meu galho sempre, mas é tão melhor ter ali na tua fuça o filme + a sinopse & + tudo o que tu precisa saber a respeito. Sem falar que quando eu vejo a lista de filmes que eu vergonhosamente nunca assisti na vida me sinto muito mais tocada e estimulada a baixar. Talvez agora eu pare de ser guei e de assistir comédias românticas protagonizadas pela Kristen Bell.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Jogo de Cena: Do real para o irreal


O que é verdade e o que é ficção? Qual é o limite entre a realidade e a interpretação?
Não são raras as vezes em que deixamos de acreditar em uma história dita real por acharmos que tudo não passa de ficção. Menos raro ainda é acreditarmos cegamente em uma mera encenação. Essas duas faces, a ficção e a realidade, foram colocadas lado a lado pelo cineasta brasileiro Eduardo Coutinho no documentário Jogo de Cena, lançado em 2007.
De um anúncio no jornal publicado pelo próprio diretor, 83 mulheres se apresentaram dispostas a contar suas histórias em frente a uma câmera. Dessas, 23 foram selecionadas e algumas delas receberam a sua dose de ficção ao serem interpretadas por talentosas atrizes, conhecidas e desconhecidas.
O cenário é o Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, com suas poltronas vermelhas vazias mergulhadas na penumbra proposital. Sobre o palco, de costas para onde a platéia sentaria - se houvesse uma -, mulheres de todas as idades contam suas histórias. Algumas reais, contadas pela verdadeira protagonista, outras interpretadas e algumas até inventadas. Não fossem rostos conhecidos como o das atrizes Andréa Beltrão, Fernanda Torres e Marília Pêra, ficaria ainda mais difícil distinguir o limite entre a interpretação e a realidade.
Durante todo o documentário o papel do diretor não fica restrito ao trabalho realizado atrás das câmeras. Coutinho aparece, interage, questiona as atrizes e interroga as mulheres desconhecidas sobre determinados fatos de suas histórias. Cada membro da equipe possui papel fundamental na montagem do documentário. E se as poltronas vermelhas do teatro são parte indispensável do cenário, a escada do backstage também não deixa de ser.
Uma garota negra de rosto desconhecido abre a sequência de histórias selecionadas pelo diretor com um depoimento repleto de peculiaridades. Ela conta que é atriz e que quando criança sonhava em ser paquita. O espectador precisa carregar a dúvida se aquela história pertence à jovem de expressões batalhadoras até os minutos finais do filme.
As histórias se entrelaçam, são unidas, separadas, desmentidas ou confirmadas. São histórias tristes, engraçadas e chocantes, todas interessantes conforme a sua proposta. São histórias de famílias, de perdas, de vitórias, de superação. São narrativas de mulheres que buscam algo, que querem uma chance.
Não há uma história que não deixe dúvidas quanto a sua proposta, seja ela real ou interpretada. E se no fim o documentário não agradar, no mínimo o espectador saberá que as lágrimas – ou a falta delas –, a comoção e os olhares vazios não estão aí para provar uma verdade ou uma mentira.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

The Runaways - Really?

Eu fiquei meses esperando para assistir The Runaways, negando veementemente o DVD baixado da internet que esfregavam no meu nariz porque eu-queria-assistir-no-cinema, afinal, "daqui a pouco vai estrear". Vasculhando toda a semana a programação no site do GNC Cinemas percebi o engodo em que me meti e resolvi assistir em casa mesmo.
Agora eu não sei se arrasto minha cara no asfalto por ter esperado tanto e assim criado (falsas) expectativas ou se me beijo por não ter esperado mais e ido ver em algum cinema da vida gastando reais que não possuo.
I mean, era só aquilo mesmo? Não vou nem entrar no mérito de que o filme é na verdade sobre a vida de Cherie Currie e Joan Jett e não exatamente do The Runaways, mas eu fiquei procurando uma lógica, uma nesga de emoção e adrenalina, e... bem, não havia. Achei a atuação da Dakota Fanning insossa, o que combinou perfeitamente com o filme igualmente insosso. A história da banda começou do nada, acabou meia hora depois e... qual foi o auge do The Runaways mesmo? Quando um bando de japonesas invadiu o camarim em meio à estilhaços de vidro?
Sugiro o consumo de uma lata de energético antes da sessão para quem ainda pretende assistir no cinema.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Montanha dos Sete Abutres

Foi de uma reportagem escrita pelo jovem e inexperiente jornalista Skeets Miller, em 1925, que veio a inspiração para aquele que é possivelmente o maior clássico do cinema tendo jornalismo como referência, A montanha dos sete abutres – lançando em 1951. No filme, quem encarna o épico repórter que dá um dos maiores furos da história do jornalismo é o já bem experiente e dúbio Charlie Tatum (Kirk Douglas).
Tudo começa quando Charlie, sem qualquer traço de constrangimento, chega à redação de um pequeno jornal de Albuquerque, no Novo México, oferecendo ao diretor uma proposta irrecusável: a chance de contratá-lo por um valor muito abaixo do que ele realmente vale.
Com sua pose heroica, capaz de seduzir até a senhora que escreve receitas para as donas de casa, Charlie consegue se tornar repórter do jornal. Um ano após correr freneticamente atrás de um furo de reportagem que o torne famoso e alavanque sua carreira, Charlie embarca em uma grande história junto com o franzino fotógrafo Herbie Cook.
Pelas estradas desertas do Novo México, dentro de um conversível a caminho da cobertura de um evento – uma ligeira lembrança de outro clássico mais recente, Medo e Delírio em Las Vegas –, a dupla se depara com um imprevisto que os obriga a mudar imediatamente de pauta. Um homem está preso sob rochas dentro de uma mina no Morro dos Sete Abutres. O resgate ainda não havia aparecido.
O pertinaz Charlie foi o único a conseguir entrar na mina, com ordens expressas de isso ser uma exclusividade sua. Com a máquina fotográfica em punhos e algumas declarações de Leo Minosa – o homem soterrado pelas pedras –, já garantiria o seu grande furo.
Em pouco tempo, o caso que todos os dias rendia uma matéria nova para o jornal de Albuquerque acabou atraindo milhares de curiosos para a região até então desconhecida pelo resto do mundo. Jornalistas de outros veículos – alguns dos quais Charlie já havia sido demitido – se apinhavam como urubus em uma tenda montada especialmente para a imprensa próximo à mina.
A obra do diretor Billy Wilder, que chegou a receber uma indicação ao Oscar na época, é repleta de boas sacadas jornalísticas e referências curiosas por trás de uma grande história. É impossível olhar para a figura pitoresca de Charlie Tatum – que consegue acender um fósforo na máquina de escrever e seduzir a mulher de Minosa sem se esforçar muito para isso – e não reconhecer o poder de seus incríveis artifícios para alcançar o sucesso.
O filme revela como já na década de 50 a ética jornalística era apontada com dedos de denúncia. A partir do momento que Charlie Tatum anuncia para o personagem de sua reportagem a frase “eu sou seu amigo”, já se sabe o que os próximos minutos trarão ao telespectador.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Recomendações do Maiquinho

Se liga na lista de filmes e séries que, segundo meu muso Michael Cera, são indispensáveis para a sanidade humana:
A lista foi escrita para um rapazinho que encontrou Michael em um Café em Londres. Michael, canadense que é, simpatizou com o cara ao ver a estampa de seu boné, "Team Canada". Cool, hã? Por sorte ele era fã de Cera e emendou um longo papo com o rapaz.
Agora vou me recolher a minha insignificância, pois de todos esses eu só assisti Boogie Nights.

(Via My Cool)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Figuras Notáveis: Woody Allen

Allan Stewart Königsberg, mais como conhecido como Woody Allen, é um daqueles gênios difíceis de se definir. Ele é cineasta, roteirista, ator, escritor, pensador e é também uma figura um tanto polêmica.
Com quase 60 anos de carreira, Woody Allen já coleciona dezenas livros e filmes, além de centenas de prêmios e indicações para Oscar, Globo de Ouro e Festival de Cannes.
Nascido em 1935, Woody Allen começou a escrever para jornais e apresentar programas de rádio quando tinha apenas 15 anos. Alguns anos depois, já havia se tornado um respeitado comediante de Nova York, e em 1965 finalmente estreou nos cinemas. O filme “O que é que há, gatinha?”, foi escrito e também estrelado por Allen. Já a sua carreira como diretor iniciou em 1969, com a comédia “Um Assaltante Trapalhão”. De lá pra cá, Allen já chegou a dirigir mais de 40 filmes.
Além de todas as suas obras literárias e cinematográficas, Woody Allen também é famoso por suas peculiares frases e pensamentos. Seu humor ácido e o sarcasmo onipresente o tornaram um ídolo para várias gerações.
Uma das grandes polêmicas que envolvem Woody nos tablóides do mundo todo é o relacionamento com sua esposa, a sul-coreana Soon–Yi. Além de ser 35 anos mais nova que Allen, ela ainda é filha adotiva da ex-mulher do cineasta, a atriz Mia Farrow. Woody Allen e Soon-Yi estão juntos desde 1997, e, apesar de casados, atualmente moram em casas separadas.
Ano passado, após passar uma temporada produzindo filmes apenas na Europa, Woody Allen voltou a Nova York para lançar um de seus mais recentes trabalhos, o filme “Tudo Pode dar certo”.
Para este ano, o cineasta prepara ainda o lançamento de um novo filme, ainda sem nome em português, com previsão para ser lançando no Brasil até o fim do ano.
Atualmente todas as atenções estão voltadas para a gravação de Midnight in Paris, longa que será rodado na França e terá Carla Bruni no elenco.

sábado, 21 de agosto de 2010

The Greatest

Não há quem possua dentro de si um sedimento rochoso no lugar do coração que vá ficar blasé ao assistir The Greatest. Primeiro porque ele possui no elenco o par de pessoas mais bonito da história do mundo atual:
Aaron Johnson e Carey Mulligan.
E depois, quem aguenta ver o personagem de Aaron - o Bennett - morrer nos primeiros minutos de filme?
Tem horas que é tudo tão dramático que chega a causar desespero. Tu que ir atrás da diretora Shane Feste (que também escreveu o filme), atirá-la contra a parede e perguntar pra que tudo aquilo. Mas é tão bom que entre um suspiro lacrimejante e outro, o filme termina. Nem triste e nem feliz.