sábado, 20 de março de 2010

Quase Famosos


Nem antes e nem depois do lançamento de Quase Famosos, em 2000, um longa conseguiu demonstrar tão explicitamente o amor de um fã por seus ídolos. O amor tão forte que “chega a doer”. Tão merecidamente, a obra autobiográfica do diretor Cameron Crowe, que depois lançou o brilhante Vanilla Sky, recebeu dois globos de outro no ano de seu lançamento.
William Miller tem apenas 15 anos e já nutre uma profunda paixão pelo rock’n’roll. Mas existe uma sutil diferença entre o jovem Willian e seus ídolos: o garoto não quer se tornar um deles, mas sim contar suas histórias. Ele quer ser um jornalista de rock.
Em uma tentativa de adentrar ao backstage do Black Sabath para uma entrevista, Willian conhece Penny Lane, uma jovem bandaid apaixonada não só pela musica, mas principalmente por quem faz a música. A partir desse dia Willian Miller estaria inserido ao mundo a que tanto queria pertencer.
Seu sonho começa a tomar proporções oceânicas quando é convidado pela Rolling Stone, a maior revista de música dos Estados Unidos, a fazer uma reportagem com os roqueiros do Stilwater. Seriam vários dias viajando com uma banda de rock e suas estonteantes bandaids, vivendo tudo aquilo o que poderia ser indescritível não fosse a audácia de Cameron Crowe.
Longe do clichê “sexo drogas e rock’n’roll”, Quase Famosos opta por focar o intenso desejo de um garoto, que aos 11 anos foi salvo pela irmã ao ganhar toda sua coleção de discos de rock, de escrever sobre música. De escrever o que ele ouve, diretamente de quem faz a música. E, principalmente, o que ele sente ao ver a sincera paixão de belas garotas pelos homens que dedilham guitarras distorcidas.

Um comentário:

Aline Aimée disse...

Esse filme e incrível!
O melhor é mostrar a megalomania e a loucura a que chegam os caras da banda!
Ótima resenha!

Beijo!