terça-feira, 12 de julho de 2011

música de brinquedo & meu instinto assassino moderado

"Acho que a gente deveria ter trazido uma criança", foi a minha primeira reação quando entramos no saguão do teatro, no domingo à tarde. Não que o show em si, por mais que envolvesse brinquedos fazendo as vezes de instrumentos musicais, fosse necessariamente voltado para crianças. Mas fazia parte de um evento infantil e parecia que só a gente não estava arrastando um pequeno ranhento pelo braço.
A segunda reação foi querer trancar todas as pessoas com menos de um metro e dez de altura em uma sala escura com isolamento acústico, mas daí lembrei que era eu quem estava invadindo o espaço dos pequeninos sem nem mesmo possuir a desculpa da maioria dos adultos presentes, que era de levar o filho, o sobrinho ou qualquer pessoa pequena que fizesse muito barulho.
Nenhuma daquelas pessoinhas com laço rosa no cabelo e tênis de luzinha estava visivelmente interessada em ver o Pato Fu, mesmo que a banda estivesse usando brinquedos, apitos, chaveiros e frangos de borracha como instrumentos. Não fosse os bonecos dançantes fazendo backing vocal, arrisco dizer que lágrimas de tédio brotariam de seus rostos angelicais a qualquer instante. Mas os pais, os tios, os irmãos e primos mais velhos (e nós!) pareciam encantados com aquela cena. 
Minha última reação, agora com os pés doloridos de ser pisoteada por menininhas de vestido bufante e sapatinho de verniz, foi igual a da maioria: impressionante como eles conseguem fazer aquilo com... brinquedos!
Saí de lá fã do iluminador e querendo muito um kazu para tentar explodir pessoas.


2 comentários:

Upiara Boschi disse...

Dois kazus!

Juliete Lunkes disse...

Ah, é verdade! A explosão só funciona com dois =P