sexta-feira, 23 de março de 2012

La isla bonita

Não era para eu ter me apaixonado. Eu tinha outro amor um pouco mais ao sul e havia prometido que correria para seus braços assim que terminasse a faculdade. Mas, sabe como é a vida... foi sem querer, eu conheci a outra e fui me interessando. Acho que eu estava vendo ela com muita frequência, no mínimo um fim de semana por mês eu estava lá, caminhando por suas ruas, sentindo aquele vento onipresente, me esbaldando em suas noites quase boêmias, me impressionando com as suas belezas, todas elas, as naturais e as artificiais. Depois eu soube que quando mais nova ela era ainda mais bonita. Nas últimas décadas algumas pessoas insistiram em modificar sua silhueta, mas ainda assim ela continua linda, cheia de acessórios, como aquela antiga ponte, que, à noite, quando estou chegando, está sempre toda iluminada.
Como tudo na vida, ela também não é perfeita. Me incomoda um pouco que aquelas lojas e cafés do centro estejam sempre fechados durante o fim de semana, mas entendo que talvez eu tenha ficado mal acostumada. Suas ruas não raramente aparacem mal-cuidadas, sem falar que às vezes ela pode ser bastante violenta. Mas todo mundo tem defeitos. Nada disso é capaz de tirar o seu charme, nem de me faz esquecer o quanto ela me tratou bem desde o começo.
Porto Alegre vai ter que esperar. Parece que meu meu coração está mesmo disposto a me fazer chamar aquela ilha bonita de lar. 
Aliás, hoje é aniversário dela: 286 anos. Uma menina essa Florianópolis.

Um comentário:

Upiara Boschi disse...

E ela te espera ansiosamente
=)