sexta-feira, 17 de maio de 2013

pela extinção do futebol

Quanto mais eu me envolvo com essa praga chamada futebol, mais eu o detesto com todas as minhas forças. Veja bem, eu nasci no Rio Grande do Sul, onde você já vem ao mundo gremista ou colorado, conforme o time do seu pai, da sua mãe ou de um tio mais fanático. Eu, no caso, nasci gremista porque meu pai assim quis. Hoje eu sei que o último grande título do clube foi em 1995, eu portanto tinha cinco anos de idade e sequer sabia do que se tratava o bagulho todo.
Durante a infância meu pai me presenteou com algumas camisetas não-oficiais do Grêmio e assim segui a vida, sempre evitando assistir a chatice que é um jogo futebol, mas sempre gremista. Em 2007, quando o Grêmio estava indo bem na Libertadores e tinha chances de se sagrar campeão, comprei uma camisetinha, achei que seria bacana ter uma para tomar um trago na rua durante a festa após a final. Mas não rolou, o Grêmio perdeu. Fiquei puta por uns minutos e segui meu rumo. Desde então ele nunca chegou perto de levar um grande um título, mas as pessoas seguem firmes e fortes, comprando uma camiseta de 180 pilas por ano, viajando para assistir aos jogos no estádio, sofrendo a cada derrota. Se um ET estivesse espiando nossas vidas, jamais entenderia.
Sofremos por causa de um bando de idiotas que ganham em um mês o que provavelmente não ganharemos durante toda a vida. Passamos uma vida inteira torcendo pelo mesmo time e quantas grandes alegrias ele nos dá? Uma ou duas. Vá lá, três. O resto é a gente ali, chutando os móveis da casa enquanto aqueles merdas cuja única preocupação na vida é jogar bola não são capazes de fazer um golzinho, o único que a partida necessita.
Todo ser humano fica insuportável quando assiste a um jogo de futebol, quando joga futebol, quando fala de futebol. O cidadão precisa praticamente pedir folga do trabalho no dia seguinte a uma feia derrota para não passar oito horas sendo alvo de chacota dos colegas e ainda agradecer de joelhos se chegou em casa com o olho direito dentro da cara após assistir a um jogo no estádio. 
Não há razão alguma para a humanidade continuar resumindo suas parcas vidas nisso. Por favor, extingam essa porcaria.

3 comentários:

Upiara Boschi disse...

Não é desde 1995. Tivemos títulos importantes em 1996, em 1997 e 2001.
=(

Juliete Lunkes disse...

ok, ok.

Nayana. disse...

Quando eu crescer, quero que meus filhos pensem assim.