sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

cinco filmes uruguaios

Sim, ele existe. Apesar de não ter tanta fama fora de suas fronteiras, o cinema uruguaio até conseguiu fazer algumas produções interessantes nos últimos anos, que só chegaram ao Brasil em cinemas de arte, cineclubes, esses lugares fabulosos frequentados por nove pessoas no total. Pois bem, já adianto que nenhum dos filmes abaixo eu recomendaria a troco de nada, mas dos uruguaios que assisti, foram os que mais me agradaram.
Queria poder incluir Além da Estrada, pero no és genuinamente uruguaio, e queria ter esperado até encontrar El Cuarto de Léo e Rincón de Darwin, mas provavelmente quando esse dia chegar – levando em consideração o tempo que já esperei – o blog não exista mais, a internet não exista mais e eu não exista mais, então vamos logo com isso.

Whisky
Desde que Jacobo perdeu a mãe, sua vida gira em torno da pequena fábrica de meias que administra em Montevidéu. Aos 60 anos, ele vive sozinho e seu maior contato com outra pessoa resume-se em uma relação de poucas palavras com uma funcionária da empresa, a Marta. Quando ele recebe a notícia de que seu irmão Hernan virá do Brasil para a cerimônia de um ano de falecimento da mãe, depois de duas décadas sem pisar no Uruguai, Jacobo bola um plano para parecer ter uma vida melhor do que a que vem levando. Ele chama Marta e faz um acordo: durante toda a estadia de Hernan na cidade, ela teria que fingir que é sua esposa.

O Banheiro do Papa
Quando os moradores de Melo, cidadezinha na fronteira do Uruguai com o Brasil, ficam sabendo que o Papa fará um discurso por lá, inicia-se o alvoroço. A região pobre, ocupada basicamente por barracos de madeira às margens de ruazinhas de terra, começa então a se preparar para a chegada do Pontífice. Na tentativa de faturar uma grana com o movimento que o evento atrairia, Beto, um contrabandista que vive com a mulher e filha numa casinha caindo aos pedaços, resolve construir um banheiro e cobrar pelo seu uso. Diferente dos vizinhos, que venderiam comida e lembrancinhas religiosas,  sua ideia soava genial, afinal, vontade de ir ao banheiro em algum momento todo mundo tem.


Gigante
Jara é segurança noturno de um grande um supermercado e seu trabalho consiste basicamente em passar horas numa salinha observando as imagens das câmeras instaladas em diversos pontos do prédio. Uma noite dessas, no meio de sua tediosa rotina, ele descobre Julia, uma faxineira que trabalha no mesmo turno para deixar tudo em ordem antes de o mercado abrir. Totalmente introvertido e incapaz de se relacionar com qualquer pessoa, Java cria uma obsessão por Julia. Além acompanhar a moça a noite inteira pelas câmeras, ele passa também segui-la durante sua folga.

Mau Dia Para Pescar
O picareta Príncipe Orsini leva a vida viajando por varias cidadezinhas da América Latina ao lado de um lutador alemão decadente, que outrora chegou a ser campeão. Basicamente o que ele faz é promover lutas combinadas: quem resistir ao alemão, ganha um prêmio de mil dólares, que obviamente não existe. Só que ao chegar a um povoado chamado Santa Maria, a dupla é surpreendida com a grande repercussão do evento, que recebe até patrocínio do jornal local. Quando um morador aparece disposto a lutar e vencer, acabando com a certeza de a aposta estar ganha, a situação se complica para Orsini.

25 Whatts
O trio de amigos adolescentes Leche, Seba e Javi tenta sobreviver ao tédio de um domingo em Montevidéu. Tudo se passa em 24 horas e o marasmo da vida dos rapazes acaba contagiando também quem assiste ao filme. Javi precisa dirigir um carro com alto-falante de publicidade, Leche precisa terminar seu exame de italiano, mas está com dificuldade de concentração devido a sua paixão pela professora, e Seba tenta alugar um filme pornô.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

bons links

Largue a praia e se aventure pelo Centro de Floripa: http://bit.ly/1eugVAe

Novo filme de Woody Allen vai se passar na Riviera Francesa: http://bit.ly/1altiMt

As confissões finais de Charles Manson, o mais infame psicopata vivo: http://bit.ly/KBXWdY

Girls - dividindo opiniões: http://bit.ly/1h8k4bs

Download: 50 discos brasileiros de 2013 gratuitos: http://bit.ly/1cji265  

Edward Sharp e o vídeo lindo mais triste dos últimos tempos: http://bit.ly/1fsXjkY

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

sutilezas ilustradas


 


Trabalho do Elvitines, also known as Téo Brito, que além de atualizar essa fan page aqui, que é nova, também é um dos idealizadores do Printerama, lojinha virtual de camisetas legaizérrimas com uma proposta bem diferente.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

uma coisa de cada vez

Ano passado finalmente me despertaram dois desejos que, na contramão de todas as pessoas da minha idade, eu ainda não tinha tido: tirar carteira de motorista e morar fora do Brasil. O lance da habilitação na verdade nem é exatamente um desejo profundo, não tenho carro e a realidade será esta até um futuro distante, só acho que estou ficando velha demais para não ter esse troço junto aos meus demais documentos.

Quando fiz 18 anos eu morava em Balneário Camboriú com minha irmã, enquanto meus pais ainda estavam em Santa Rosa. Quer dizer, além de euzinha não ter meu próprio carro, porque lá em casa não tinha i$$o de simplesmente ganhar um, tampouco havia o carro da família para eu dirigir, então nem me incomodei. Sem falar que tudo era tão perto naquela cidade que minhas pernas resolviam facilmente, para ir à faculdade o ônibus servia bem e a maioria dos estudantes vivia numa situação tipo a minha e não via muito problema nisso. Quando meus pais se mudaram e voltamos a viver todos juntos e felizes, eu já tinha um namorado com carro que me levava pra lá e pra cá. Lá estava eu com 20 anos e nenhuma necessidade ou mesmo vontade de dirigir carros alheios. Depois que vim de mala e cuia para a Ilha, achei que já tinha passado da hora de enfrentar essa deficiência.

Quanto a morar fora, meu foco foi quem me desviou dessa vontade desde a adolescência. Veja bem, quando eu tinha 15 anos eu só queria ir embora de Santa Rosa para o primeiro lugar possível. Aos 17 eu fui, e aí meu desejo era me tornar jornalista. Pra isso, precisei dedicar cinco anos ininterruptos de estudo. Não havia muito espaço para o american dream em minha cabecinha obstinada. Daí finalmente virei jornalista, arrumei um emprego na área, me entediei e começou a obsessão.

Fiz pesquisas, visitei agências de intercâmbio, falei com conhecidos que moravam em Dublin e Boston e concluí que seria financeiramente inviável em curto prazo. Me contentei em comprar uma passagem para Buenos Aires para uma curta viagem e na volta dela já estava com o emprego que eu andava cobiçando. Portanto, o american, british, german, spanish ou whatever dream ficou em stand by.

A novidade é que essa semana eu me matriculei na auto escola.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

bons links

Voltem para o armário - blogueiras de moda dão lugar ao lifestyle coxinha: http://migre.me/hhw9M

São nossas escolhas que nos fazem gordos, não o McDonald’s: http://migre.me/hjH8I

 Labelled the world's ugliest woman, Lizzie Velasquez knows God sees her true beauty: http://migre.me/hjIur

Gisele Bündchen aprendeu a falar inglês ouvindo Boyz II Men e Mariah Carrey: http://migre.me/hkDjf

Os bastidores da vida das princesas de contos de fadas: http://migre.me/hkN1c

30 Scientific Reasons Your 20s Are For Doing What You Want: http://migre.me/hlvxG

sábado, 4 de janeiro de 2014

Playlist: Latinidad

Algumas dessas eu já ouvia há bastante tempo, mas admito que a maioria só ganhou seu devido valor em meu coração gelado depois de eu decidir que voltaria a Baires e conheceria Montevidéu em algum momento deste 2014, no matter what. Um bom róque em español:

domingo, 22 de dezembro de 2013

retrô

Que ano. Começou mais uma vez comigo choramingando em um canto da Ilha, cheia de planos, mas sem nenhuma perspectiva de que algo fosse realmente mudar aquela vida que eu não queria ter, e vai terminar comigo em uma redação de jornal, porque era exatamente onde eu pedi aos céus para estar durante tanto tempo.
Em 2013 eu finalmente fui para Santa Rosa, depois de mais de três anos de total relapsidão para com meus amigos, parentes e com aquelas ruas que tanto foram pisoteadas por mim. Lá eu tentei fazer o exercício da anti-nostalgia, que consistia em constatar que aquele lugar era uma bosta e que eu não deveria passar as tardes de sábado lembrando o quanto eu me divertia com aquelas pessoas naqueles ambientes duvidosos. Também fiz um exercício para tentar parar de reclamar de Florianópolis. Tudo bem que até o centro de Santa Rosa consegue ser mais agitado que o da Ilha nos fins de semana, mas aprendi que era só isso mesmo e ponto.
Neste ano também me peguei querendo ir embora de Porto Alegre para não voltar tão cedo. Mas era um contexto que fazia sentido, já passou e em 2014 quero estar lá novamente, sim. Talvez ainda não daquela forma definitiva, mas quem sabe o dia de amanhã, né?
Em 2013 eu voltei ao corte de cabelo que me acompanhou (com diversas variações de estilo) de 2005 até meados de 2011, e me senti muito melhor. Engordei, emagreci e acho que nestes cinco dias de folga natalina devo estar engordando novamente. Fui ao show do Stephen Malkmus e achei engraçado ouvir ao vivo aquela voz que me acompanhou nos fones de ouvido por tanto tempo, mas fiquei com sono e fui embora na penúltima música.
Mas o melhor do ano veio mesmo no último trimestre, quando saí daquele prédio de 11 andares para umas férias de 15 dias e nunca mais voltei. Conheci e me apaixonei por Buenos Aires, para onde quero voltar em 2014 e fazer o que não tive tempo, e três dias  após o retorno comecei a fazer o que eu realmente gostava e a ser remunerada por isso. 
Não cumpri nem metade da minha lista de projeções, mas dane-se o raio dessa lista que só serve para nos mostrar o quanto somos inoperantes. Por um 2014 sem lista de projeções.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

os melhores discos de 2013



1 - Cage The Elephant – “Melophobia” Ausente das principais listas de melhores álbuns do ano – de maneira absolutamente injusta – o terceiro disco do Cage The Elephant empurra para a fobia de música a razão de a banda ter realmente pirado. “Melophobia” traz um caminhão de hits barulhentos com a inconfundível e prevalecida voz de Matt Shultz.



2 – Chvrches – “The Bones of what you Believe”
3 – Arcade Fire – “Reflektor”
4 – Haim – “Days are Gone”
5 – Paul McCartney – “New”
6 – Franz Ferdinand – “Right Thoughts, Right Words, Right Action”
7 – Arctic Monkeys – “AM”
 8 – Peace – “In Love”
9 – Palma Violets – “180º”
10 – Phoenix – “Bankrupt!”

Minha singela listinha foi publicada também na edição impressa e on-line do jornal Notícias do Dia desta adorável segunda-feira, junto com as escolhas de outros jornalistas que perdem mais tempo com música do que deveriam. Vale destacar que de todas as listas do universo, a minha foi ficar mais parecida com a de quem? Com a de Josh Homme e sua turma. Especialmente porque Bowie quase entrou.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

tudo começou há um tempo atrás

Em 2013 fez 10 anos que criei meu primeiro blog. Não lembro bem o mês, mas foi algo que me ocorreu já faz algum tempo. Desde então já tive uns três, nenhum que tenha tido muito mais de 500 visitas mensais, e creio que este é que o sobrevive há mais tempo. 
Época legal era aquela para ter blogs, especialmente quando se tinha 13 anos. Nada no mundo poderia ser mais importante do que encher as laterais do layout de gifs piscantes, dolls que representassem você, suas amigas e o boy do segundo ano que não te dava bola, e nada poderia interessar menos a um ser humano do que um diário de uma guria de 13 anos, mas ainda assim era bem divertido. 
Depois vieram os fotologs e o texto foi ficando pra trás, mas lá por 2007 ainda consegui manter minha ociosidade juvenil presente nas duas plataformas. Ah, como era bom ter tempo a perder. 
Ao longo desse período já me declarei por blog, já briguei por blog, já passei vergonha no blog, conheci pessoas legais com ele e também fiz inimigos. Os blogs já encheram meu saco algumas vezes, já foram esquecidos por um tempo, já receberam vários posts por dia, já tiveram textos deletados e sumiram pra sempre da blogosfera, mas depois de tanto tempo seria até estranho não ter um lugar pra escrever umas besteiras de vez em quando.