domingo, 20 de novembro de 2011

preguiça.jpg





iPhone + hipstamatic + dedinho do Upiara

domingo, 6 de novembro de 2011

eu pensava ter uma bicicleta

O próximo post era pra ter sido um que se chamava "amar demais não pode ser defeito". Desisti porque ele me fez chorar e perder algumas horas de sono. Mas bem que esse podia ter o mesmo nome.
Há pouco mais de um ano escrevi este post falando a respeito do catártico acústico do Apanhador Só na Redenção, e ontem aqui foi tão lindo quanto. Diferentemente lindo, mas lindo. O Santa República tava cheio, todo mundo sabia cantar tudo e ninguém arredou o pé até os quatro deixarem o palco.
Só tenho uma coisa a dizer:

Mentira, tenho mais algumas...




Daí a bateria da câmera acabou.
Cheguei em casa em uma espécie de transe (as Heinekens ajudaram, é verdade) e enchi a caixa de entrada do iPhone do Upi - que dormia em um sofá a 600 quilômetros de mim - de mensagens que tentavam explicar o que tinha sido aquilo.
Amar demais não pode ser defeito mesmo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

as coisas estúpidas da solidão

Uma das coisas mais legais a respeito da solidão é poder escrever sobre ela. Não exatamente sobre a solidão, mas sobre um momento que você viveu sozinha ou pelo menos com gente que jamais vai ler seus escritos.
É quando você pode mentir descaradamente, transformar uma cena corriqueira em uma história bonita. Quando o maluco que esbarra em ti na esquina da loja de 1,99 se torna um homem sexy com a barba por fazer e a loja de 1,99 vira um sebo ou uma lojinha de patchwork.
Outra coisa que eu gosto a respeito da solidão é quando ela é opcional. Quando não é assim então ela não serve pra muita coisa. Faz a gente pensar em coisas estúpidas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

meu primeiro cupcake



São brigacakes e ok, ok, ficaram meio feiosos, não cresceram muito porque coloquei uns pedaços de chocolate grandes demais na massa (hêh) e esqueci de comprar forminhas bonitinhas de papel, mas até que não ficaram tão ruins. E eu provo! Olha a cara dela comendo tão feliz:

:)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

a toalha do baixista boliviano

Eu não sei exatamente o que me fez lembrar disso do nada ontem enquanto eu esperava o ônibus pra Itajaí. Vai ver eu estava compilando as maiores tragédias da minha existência, as que mais me fizeram chorar e querer matar pessoas. Não sei. Mas eu lembrei do dia em que minha mãe lavou a toalha suada do baixista do Cpm 22 que eu tinha.
Ela não entendeu nada daquele escândalo. Por que eu ia querer uma toalha suja e fedida na minha gaveta afinal, né?
Eu estava no auge dos meus 15 anos, tinha ido para a cidade vizinha com uma caravana assistir o show daquela que para mim era a melhor banda do mundo de todos os tempos. Não, não era Beatles, era Cpm 22 mesmo. E aí aquele baixista com cara de boliviano que recém tinha entrado na banda atirou para a plateia a toalha que ele secou a cara suada. E eu peguei. Eu e mais umas três adolescentes histéricas, mas o importante é que eu saí vitoriosa após todas elas acabarem desistindo do cabo de guerra. 
Voltei pra casa realizada com a toalha na mão, mostrando pra todo mundo a minha conquista, e em seguida guardando na gaveta do guarda roupa. Durante um tempo eu sempre ia lá dar uma olhada, uma cheiradinha, uma esfregada na cara. Eis que um dia passando pela lavanderia observei algo familiar na pilha de roupas para passar. 
Eu acho que ninguém nesse mundo pode imaginar o que eu senti. Peguei a toalha e comecei a chorar desesperadamente. Fiquei chorando por horas e horas como se minha vida nunca mais fosse voltar a ter sentido, até minha mãe chegar em casa e não encontrar mais meus olhos dentro da cara inchada e vermelha. Expliquei aos gritos o que ela tinha feito e a senhora lá, com aquela cara de injustiçada, ora essa, a toalha tava suja. Bem melhor ter uma toalha do baixista do Cpm 22 limpinha, não?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

rachando

Não que eu já não estivesse acostumada a me desfazer das coisas. Cidades, apartamentos, roupas, empregos, fotos no porta-retrato, cores de cabelo e também de pessoas.  Contra a minha vontade, por conta própria, por falta de opção ou simplesmente porque a vida seguiu seu rumo e se responsabilizou por deixar que algumas coisas ficassem pra trás, sem que necessariamente se abrisse um buraco na minha existência.
Mas na maior parte das vezes abre e demora pra fechar. E nesses casos você sabe exatamente quando vai acontecer, porque quando as rachaduras começam a ganhar forma, começa também a doer. E não adianta cola nem fita adesiva.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

para a falta de felicidade

Gente que (assim como eu) só se ferra na vida pode (assim como eu) encontrar em um relacionamento amoroso uma nesga de chance de poder sorrir de vez em quando. Mas é importante, veja bem, que a pessoa que você vá se relacionar seja uma pessoa de constante sucesso. Ou no mínimo menos fracassada que você. Se você ama alguém, você se sentirá feliz quando este alguém se sentir feliz. É este o segredo.
A vida pode ser uma tremenda merda e tudo pode dar errado sempre. Você pode ter acordado com barulho de furadeira às sete e meia da manhã tendo ido dormir às três, a chapinha pode ter explodido na sua cara e isso pode ter feito você perder o ônibus e chegar atrasada ao trabalho, onde te pedem com o bafo na nuca por aquilo que você não está conseguindo cumprir devido à incompetência de terceiros, mas se aconteceu uma coisa boa na vida do seu namorado nesse meio tempo e ele agora está sorrindo, você vai sorrir também.
Se a pessoa em questão estiver triste, entretanto, seu dia não vai piorar, porque ele já está uma merda mesmo. No máximo terá um companheiro para reclamar, o que de certa forma pode ser interessante. É este o segredo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

valeu, woody

Resolvemos dar uma passadinha na Saraiva antes da sessão. Andamos pelos dois andares, lemos muitas contracapas, orelhas e primeiros parágrafos, até que na saída eu disse que não encontrava mais nenhum livro que eu quisesse muito ler.
Pipocas e refrigerantes mais tarde, estávamos sentadinhos esperando Meia Noite em Paris começar. Por alguma espécie de milagre o filme continuou em cartaz por um tempo recorde até que encontrássemos uma oportunidade de vê-lo no cinema. E lá estava. A pipoca, como sempre, acabou antes do primeiro diálogo.
Uma hora e quarenta minutos depois, eu saía esbaforida da sala. Uma confusão mental sobre qual livro do Scott Fitzgerald ou do Hemingway eu leria primeiro me fez interrogar o Upiara até em casa, no táxi escuro que deslizava pelas ruas da ilha debaixo de chuva.
Paris é uma festa foi a primeira escolha, da biblioteca da faculdade mesmo. Depois de assistir Meia Noite em Paris foi meio difícil resistir ao título. Mal havia começado a ler e uns dias mais tarde eu já saía de um sebo porto-alegrense carregando outra pequena pérola, dessa vez Fitzgerald e seu Grande Gatsby.
Essa sou eu, aquela mesma que não encontrava um livro que quisesse muito ler.
Ainda não terminei o Paris é uma festa, mas, em tempo, os diálogos de Hemingway (Tatie) com sua mulher são a coisa mais adorável do planeta.

- Voltaremos então para casa, comeremos aqui mesmo, teremos um jantarzinho delicioso, beberemos Beaune da cooperativa que podemos ver aqui da janela, pelo preço indicado na vitrina. Depois leremos um pouco e, mais tarde, iremos para a cama fazer amorzinho gostoso.
- E nunca mais amaremos a qualquer pessoa tanto quanto amamos um ao outro.
- Não. Nunca. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

terminal

Outra noite sonhei que te perdia e acordei com vontade chorar. Era mais ou menos como eu imaginava que seria, sabe... quando for... quero dizer. No sonho eu te dizia o que provavelmente eu diria caso tivesse acontecido de verdade. E fui viver da mesma maneira que suponho que eu vá viver quando... enfim.
É como uma doença terminal em que o médico não disse exatamente quanto tempo você tem, mas você sabe que não é muito. E tenta prolongar sua vida o máximo que der, entende? Começa a comer vegetais, fazer exercícios físicos e tomar dois litros de água por dia. E tenta aproveitar intensamente cada minuto do que ainda resta, mas sabe que não pode exagerar. Emoções fortes às vezes podem ser fatais.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

de mim pra mim mesma

Esses dias eu tive mais um surto psicótico. Calculo que tenha sido o 24º desde que me matriculei em Jornalismo, há pouco mais de quatro anos. Eles ocorrem por razões que vão desde um não na cara após subir de joelhos o morro do Cristo Luz em busca de um estágio, até por ter que acordar às seis da madrugada de um sábado frio e chuvoso para ter aula de antropologia. Por ser constantemente enrolada por fontes que não querem perder seu tempo comigo enquanto um prazo brilha piscante toda vez que fecho meus olhos. E a clássica: porque meus textos são ruins. Ou porque as pessoas insinuam que eles são. Ou  porque parece que insinuam que são. Sei lá. Enfim, isso tudo é para dizer que vou escrever uma carta para o meu eu do futuro. Uma carta não, um e-mail. Vou deixar lá no meu gmail com o "mim" no remetente e uma estrela amarela, com a promessa de só abri-lo daqui a no mínimo dois anos. Nele constará todo drama da minha vida universitária.
E aí é que nós vamos ver. Ou vou estar abrindo logo após ter dado uma passadinha no Senai para fazer a inscrição no curso gratuito de manicure, prorrompendo em lágrimas e lamentando não ter trancado a faculdade já nos primeiros sintomas de que algo estava errado, ou... bem, ou não. Mas essas são cenas para um próximo capítulo.